domingo, 2 de outubro de 2011

QUANDO A CRISE MOSTRA A SUA FACE. Subsídio para Lição Bíblica da CPAD - 4º Trimestre/2011

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Iniciarei o presente subsídio com um breve comentário sobre o tema geral do trimestre "Neemias: integridade e coragem em tempos de crise".

É muito pertinente o texto do editorial no quadro "interação" da Lição do Mestre, quando afirma:

"[...] Vivemos em meio a uma sociedade ética e moralmente falida. Por isso, a fim de influenciar nossa nação, precisamos de uma liderança comprometida com os valores do Reino de Deus [...]."

Como promover tal influência quando uma crise na liderança se instaura, impedindo ou comprometendo gravemente a sua capacidade de influenciar positivamente? Sim, a face da crise está exposta para todo mundo vê, inclusive em rede aberta de TV. Com isso, os dois elementos ou qualidades desejáveis do título do trimestres estão em falta: integridade e coragem.

Crise (do grego κρίσις,-εως,ἡ translit. krisis; em português, distinção, decisão, sentença, juízo, separação) é um conceito utilizado na sociologia, na política, na economia, na medicina, na psicopatologia, entre outras áreas de conhecimento. A crise pode ser definida como uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas, em que se pode colocar em questão o equilíbrio da pessoa. Torna-se, então, muito importante a atitude e comportamento da pessoa face a momentos como este. É fundamental a forma como os componentes da crise são vividos, elaborados e utilizados subjectivamente. (Wikipédia)

Partindo do conceito acima, e contextualizando para o campo religioso ou moral, a crise envolve a perda ou a substituição de valores e princípios que norteiam a vida do sujeito ou do grupo, promovendo um certo desequilíbrio pessoal ou social, e consequentemente uma clara e significativa mudança de comportamento.

A face da crise na atual liderança cristã evangélica (cada um contextualize considerando a sua realidade) é notória nas seguintes áreas:

- Crise na política eclesiástica. A maneira de se conduzir eleições para presidentes de convenções ou igrejas ganhou contornos seculares e mundanos. A compra de votos por meio de benefícios ou vantagens (pessoais ou institucionais) é realizada de forma escandalosa. Jovens e irmãos imaturos são ordenados e recebem credenciais de obreiro para votar em quem os ordenou. Líderes eclesiásticos se tornam inimigos públicos, e com muita dificuldade tentam mascarar tal realidade. Troca de acusações, difamações, calúnias, agressões físicas e verbais fazem parte deste universo caótico. As disputas acabam geralmente nos tribunais. Vivemos no campo da política eclesiástica um retrocesso pré-reforma, com direito a nepotismo e simonia:

Nepotismo
(do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes (particularmente com o cardeal-sobrinho - (em latim: cardinalis nepos[1]; em italiano: cardinale nipote[2]), mas atualmente é utilizado como sinônimo da concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público. Distingue-se do favoritismo simples, que não implica relações familiares com o favorecido. (Wikipédia)

Simonia é a venda de "favores divinos", benções, cargos eclesiásticos, promessa de prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, etc. em troca de dinheiro. A etimologia da palavra provém de Simão Mago, personagem referido nos Atos dos Apóstolos (8, 18-19), que procurou comprar de São Pedro o poder de transmitir pela imposição das mãos o Espírito Santo ou de efetuar milagres. (Wikipédia)

- Crise nas relações convencionais e ministeriais.
A crise nessa área é aguda. Dentro de um mesmo estado não se consegue ver uma relação pacífica, cordial e respeitosas entre convenções e ministérios (com as devidas exceções). Não se respeitam os chamados "campos eclesiásticos". Igrejas de uma mesma denominação são abertas literalmente de frente para a outra, numa clara atitude de afronta, por líderes que perderam já a muito tempo o bom senso e o equilíbrio. Obreiros problemáticos e disciplinados são recebidos sem o mínimo critério, e sem se buscar na convenção ou ministério de origem informações sobre os mesmos. Um outro fato notório nos dias atuais é a abertura de alguns trabalhos, por certos líderes que afirmam estar na direção do Espírito. É vergonhoso o qua acontece no Brasil, quando igrejas são abertas com o claro interesse de se ganhar dinheiro ou por mera competição. Todos os dias, inclusive noticiado em plena televisão, os "donos" de algumas igrejas anunciam que estão abrindo novos trabalhos para "abençoar o povo de Deus" e "ganhar almas para Jesus".

- Crise na liturgia ou culto cristão. A neopentecostalização do pentecostalismo clássico assembleiano já atingiu os cultos,, onde vale de tudo para atrair o povo e levantar uma "boa oferta". Quem disse que as sete voltas de Jericó, os sete mergulhos no Jordão, o culto da vitória, o culto da prosperidade, o culto de quebra de maldição, a determinação de bênçãos e coisas semelhantes a estas ainda são "privilégios" de alguns grupos neopentecostais. Pois é amados, muitos já adeririam àquilo que alguns teólogos e sociólogos chamam de "a terceira onda do pentecostalismo".

- Crise na doutrina. Fico perplexo quando no meio pentecostal, uma vez questionados sobre certas "doutrinas" ou "modelos" pseudo-bíblicos, alguns líderes e irmãos respondem: "não deu certo até agora, por que mudar?", ou ainda, "aprendemos assim, não é bom remover os marcos antigos". Geralmente, respostas e declarações como estas são meramente pragmáticas e utilitaristas. É bom lembrar que nem sempre o crescimento é sinal de "bênção" ou "aprovação divina". É necessário deixar bem claro que Deus só aprova o que fundamenta nos princípios da Palavra, pois nela está manifesta a sua vontade e revelação (Gl 1.8). A tradição não é maior do que a Palavra (Mt 15.1-9). Apenas as boas tradições (fundamentadas em princípios bíblicos) devem ser guardadas (2 Ts 2.15). Quando doutrinas centrais ou essenciais começam a ser relativizadas, temos um claro sinal de crise.

A exposição desta realidade pode causar desconforto para alguns, mas acredito que em tempos onde os fundamentos e as colunas estão seriamente comprometidos, não é inteligente perder tempo com paliativos, consertando rebocos e pintando paredes.

O pastor Ernandes Dias Lopes afirma que:

"Uma reforma torna-se imperativa quando os problemas se agigantam e parecem insolúveis. [...] Uma reforma torna-se urgente quando os crentes estão desanimados, enfraquecidos e desunidos; quando os inimigos parecem prevalecer contra a Igreja, intimidando-a e fazendo-a paralisar a obra; quando faltam líderes comprometidos com Deus que ousam desafiar e conduzir o povo a uma reação para restaurar a Igreja." (Neemias: o líder que restaurou uma nação, Hagnos, 2006, p. 47)

Seguindo o exemplo de Neemias, precisamos ser sensíveis diante da crise. É preciso percebê-la, assumi-la e agir para mudar a situação. É preciso se dispor e se expor. É preciso ir em busca da restauração dos valores bíblicos e das práticas abandonadas e esquecidas, não importando o preço que se tenha a pagar.

Tal atitude implica em integridade e coragem. Ainda temos referenciais em nossa liderança? É claro que sim. Mas, por outro lado, parece que a frase do poeta que diz "meus heróis morreram de overdose" é atual e real em nosso meio. Não falo aqui da overdose de drogas, falo sim, da overdose do orgulho, da arrogância, da insensatez, do amor ao dinheiro, aos cargos, ao luxo, aos privilégios, ao prestígio, a notoriedade, etc. Sim, alguns dos meus heróis (referenciais) morreram ou estão morrendo de overdose. Macularam a sua integridade, perdendo com isso a sua autoridade. Seus discursos não me impressionam mais (nem a muitos da minha e das novas gerações). Alguns declaram-se ortodoxos na doutrina, mas na vida e prática cotidiana são liberais. Outros já são liberais em ambas as áreas, na ortodoxia e na práxis.

O pastor Elinaldo Renovato declara com precisão que:

"Muitos obreiros do Senhor que lideravam ministérios profícuos e reconhecidos, nacional e internacionalmente, são hoje sombras do passado. vivem no ostracismo eclesiástico porque não foram prudentes. Seus ministérios desabaram sob o peso dos escândalos ou envolvimentos com práticas desabonadoras para a liderança cristã." (Livro de Neemias: integridade e coragem em tempos de crise, CPAD, 2011, p. 23).

Lamentavelmente, a crise mostra a sua face e as víceras apodrecidas de algumas lideranças.

Onde estão os "Neemias" para assumir a crise e chorar pela grande miséria, pelo desprezo, pelo muro fendido e pelas portas queimadas? Onde estão os "Neemias" dispostos a trabalhar neste desafiador, mas gratificante projeto de reconstrução, de restauração e revitalização. Talvez alguns prefiram a covarde omissão que lhes garante a estabilidade, o conforto e o emprego palaciano.

Amados pastores, obreiros, superintendentes, dirigentes, professores e alunos, se não acordarmos e formos sensíveis diante da realidade da crise que vivenciamos em nossos dias, nossos grandes, belos, suntuosos, luxuosos, magníficos e confortáveis templos se transformarão em sepulcros esplendorosos de evangélicos alienados, para em seguida serem transformados em shoppings, restaurantes e em casas de espetáculo (não o espetáculo da fé já vivenciado).

É tempo de choro, de intercessão, de confissão de pecados, de conversão e de ação.

Um bom trimestre a todos!

DICAS LITERÁRIAS PARA O TRIMESTRE:

- BARBER, Cyril J. Neemias e a dinâmica da liderança eficaz. São Paulo: Vida, 2003.
- ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento. São Paulo, Vida, 1991.
- KIDNER, Derek. Esdras e Neemias: introdução e comentário. São Paulo, Vida Nova, 2006.
- LOPES, Hernandes Dias. Neemias: o líder que restaurou uma nação. São Paulo: Hagnos, 2006.
- PACKER, J. I. Neemias: paixão pela fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
- RENOVATO, Elinaldo. Livro de Neemias: integridade e coragem em tempos de crise. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
Fonte:http://www.altairgermano.net

domingo, 14 de agosto de 2011

ORAÇÃO PELOS OS PAIS

Senhor,

Neste dia em que se comemora o dia dos pais recorro a Ti mais uma vez e de uma maneira muito especial para interceder por todos os pais existentes.
Aos pais que estão felizes conservai neles a alegria da paternidade plena de realização.

Aos pais que se sentem inseguros na forma de melhor educar seus filhos ilumina sua mente, mostra o caminho, o conduz.

Aos pais que choram por ter perdido um filho consola-o na grandeza do Teu amor, fazendo despertar em seu coração o desejo de se tornar um pai espiritual de tantos órfãos desprotegidos, sem casa, sem amor, sem oração.

Aos pais cujos filhos estão envolvidos com qualquer tipo de delinqüência, permita-lhes Senhor substituir o sentimento de humilhação, vergonha e dor pelo desejo supremo de lutar pela justiça, torna-o homem forte, destemido, testemunha da fé em Ti DEUS TODO PODEROSO que nesse mundo TUDO PODE.

Abençoa Senhor a cada um dos pais existentes nesse mundo mantendo-os sob Vossa Divina Proteção, esteja ele perto ou longe de seus filhos, que não espere apenas pela festa de comemoração e pelos presentes mais, que reconheça seu papel diante da família e da sociedade sendo exemplo de amor, comprometimento, honestidade e dedicação a sua família.

Sendo assim, que cada um a sua maneira consiga formar e educar uma grande e rica descendência para Ti, Senhor.
Amém.

domingo, 31 de julho de 2011

Campanha´40 dias de Jejum e Oração`busca avivamento da Igreja

Até o momento, 192 mil cristãos participarão


Campanha´40 dias de Jejum e Oração`busca avivamento da Igreja
Centenas de igrejas do Brasil, e também do exterior, participarão de 40 dias de jejum e oração. Estes cristãos estarão unidos em um único propósito a partir deste sábado, dia 23 de julho.

A campanha “40 dias de Jejum e Oração”  trará como tema deste ano “Igreja, Corpo de Cristo”. Segundo informou o pastor Edison Queiroz, presidente da Agência de Transformação Global (ATG), o objetivo para esta edição é o de buscar transformações para a Igreja.

“A direção de Deus para este tema é para que haja um retorno à verdadeira Igreja, o legítimo Corpo de Cristo. Temos visto por aí muito ‘animamento’, mas pouco avivamento. A Igreja, hoje, no Brasil, é muito extensa, mas muito rasa. Todo Cristão precisa estar ciente do que a Bíblia diz sobre a Igreja”, afirmou.

Até 23 de setembro, as Igrejas participantes contarão com um livro devocional à disposição de cada membro para meditações diárias em temas como “Propósito da Igreja”, além de suas funções e o futuro da mesma.

Pedidos diários de oração pelas cidades nordestinas também fazem parte dos devocionais, a exemplo do que vem ocorrendo nos últimos anos de campanha, que já tiveram foco de orações para tribos indígenas e por missões mundiais, por exemplo.

Até o momento, o site da campanha registra mais de 650 Igrejas inscritas, com um total de 192 mil pessoas participantes, mas a expectativa dos organizadores é maior. “Ano passado passamos de 1.500 igrejas”, afirma Queiroz. A campanha conta com apoio da (SBB) Sociedade Bíblica do Brasil e da Amme Evangelizar.

Em 2010, o tema dos 40 dias de Jejum e Oração foi a Família. Durante a campanha, as Igrejas envolvidas oraram pela restauração de famílias e acompanharam devocionais direcionados a enfatizar os valores e planos de Deus para marido, mulher e filhos. Um ano antes, em 2009, a campanha direcionou esforços em favor da Nação Brasileira. O livro devocional trazia a bandeira brasileira na capa, e as Igrejas oraram contra a corrupção e pelo crescimento econômico do país, dentre outros focos.

Igrejas interessadas podem se inscrever pelo site para participar do projeto. Para o final da campanha, as Igrejas são orientadas a realizar cultos ou concentrações regionais. 

Fonte: Christian Post / Redação CPAD News

sábado, 30 de julho de 2011

Pastor assembleiano lança projeto por um terceiro candidato à presidência da CGADB

O objetivo é tirar o comando da convenção dos pastores José Wellington e Samuel Câmara
Para despolarizar a disputa entre os pastores José Wellington Bezerra da Costa e Samuel Câmara, que sempre concorrem à presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, o pastor Geremias Couto resolveu propor um projeto, a Terceira Via, que tem como objetivo lançar um terceiro nome para a eleição de 2013.
Ele já tem conversado com muitos pastores e presidentes de convenções estaduais para que este projeto seja colocado em prática, criando uma nova alternativa para a liderança da CGADB.
Vários nomes são recomendados por membros e pastores da Assembleia de Deus, entre eles Antonio Gilberto, Elinaldo Renovato, Elienai Cabral, Joel Holder, Antonio Dionízio, Esequias Soares, Claudionor de Andrade, Nestor Henrique, Virgínio José de carvalho Neto, Anísio do Nascimento, Perci Fontoura.
Na proposta do pastor Geremias, a Terceira Via vai receber o nome dos indicados e em hora oportuna se reunirá para escolher o representante que irá disputar a eleição com os outros candidatos. Durante a campanha ela também fiscalizará os comportamentos eleitorais de cada candidato e, caso seja necessário, irá denunciar nos fóruns competentes todo e qualquer abuso que se verificar na busca de votos, trazendo, inclusive, ao conhecimento público.
Confira mais das propostas da Terceira via aquiaqui.
Fonte: Gospel Prime

Assembleia de Deus reafirma sua posição sobre os usos e costumes


A 40ª Convenção geral decidiu continuar com a resolução de 1999 que faz uma série de proibições
Durante a 40ª Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, evento que aconteceu no mês de abril na cidade de Cuiabá (Mato Grosso), ficou decidido que as Assembleia de Deus continuará a pregar sobre o comportamento e a forma certa que o fiel deve se vestir.
A discussão dividiu os pastores presentes em dois grupos, de um lado os mais conservadores e do outro alguns líderes que pediam algumas liberações, como por exemplo, o uso de bermuda, uma petição dos evangélicos mais jovens. Apesar do debate, ficou resolvido que orientações serão as mesmas aprovadas na resolução de 1999.
Com isso, ficou decidido que:
1 – Ter os homens cabelos crescidos, bem como fazer cortes extravagantes, bem como o uso de brincos  (1 Coríntios 11.14-15). Ou seja, homens não podem ter cabelos cumpridos e as mulheres não podem cortá-los e nem usar brincos.
2 – Mulheres que usem roupas que são peculiares aos homens e vestimentas indecentes e indecorosas, ou sem modéstias (1 Timóteo 2.9,10). Isso é, continua proibido o uso de calças, decotes e roupas justas.
3 – Uso exagerado de pintura e maquiagem – unhas, tatuagens e cabelos. Vários textos bíblicos foram usados  para essa proibição entre eles o texto de Levíticos 19.28,2.
4 – “Uso de cabelos curtos em detrimento da recomendação bíblica.”  Os pastores da CGADB voltam a citar o texto de 1 Coríntios 11.6, 15 para proibir mulheres com cabelos curtos.
5 – Mau uso dos meios de comunicação: televisão, internet, rádio, telefone. Baseados em 1 Coríntios 6.12 e em Filipenses 4.8, ficou decidido que no lugar de proibir, os pastores podem “indicar” aos fiéis o que pode e o que não pode ser visto na TV.
6. Uso de bebidas alcoólicas e embriagantes (Pv 20.1; 26.31; 1, Co 6.10; Ef. 5.18).
Fonte: Gospel Prime
Radio Web CPAD